sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O meu apagão.

Como de praxe todo final de ano o trabalho aumenta de uma forma extraordinária, numa correria desenfreada para atender aos inúmeros clientes e aos pretendentes que nos procuram solicitando nossos serviços e como todo bom brasileiro que se preza, sem nenhum planejamento, deixando tudo para a última hora e depositando em nossas mãos seus "explosivos" para desarmarmos, situação que muito nos enobrece, pois graças a eles aumentamos o nosso curto período de sono, a irritabilidade, os cabelos prateados, esgotamento físico e pontos a menos na qualidade de vida, resumindo, uma arca com diversos “tesouros” do gênero chamado stress.

O que considero o mais interessante em tudo isto é que para quem está solicitando os serviços sou considerado um super-herói, o que muito me deixa lisonjeado, pois além de resolver o problema alheio, não preciso me alimentar, dormir, descansar, praticar uma atividade física, nem ter uma vida social, pois minha missão é salvar a pele dele. Uau, sempre quis ser um super-herói!!!

Todos os dias recebo várias mensagens com diversas missões que após lê-la ela se destrói em 5 segundos e eu em seguida..rs.

O mais interessante são os sentimentos antagônicos, pois também me sinto em uma cela carcerária (escritório) onde o trabalho escravo é interminável...rs.

Num determinado dia recebi uma missão de participar de uma concorrência em um projeto para uma grande empresa conhecida mundialmente com entrega para o dia seguinte (é claro). O vencedor assinaria um contrato de assessoria por 24 meses com exclusividade, o que não é nada mau, mas o único tempo viável para estudá-lo e prepará-lo seria após o expediente, o que já é comum no dia-a-dia, só que este iria varar até a manhã seguinte.

Como um super-herói presidiário, aceitei mais este desafio.

Apressei para concluir com as outras missões e focar neste projeto, isso já era em torno das 20 horas. Com toda a atenção e cuidado comecei a elaborar o tal projeto e quando estava com um terço dele elaborado começou a luz a piscar de forma estranha e pronto, tudo escuro!

Fui até a portaria do prédio para ver se era apenas na minha rua, mas apenas enxergava a lua. O porteiro me disse que devia ser em boa parte da cidade, pois a namorada dele que mora no lado oposto havia ligado e disse que estava tudo escuro, um amigo que passou em sentido contrário disse que do outro lado também estava. Resolvi ligar para a portaria do prédio onde moro para saber se lá havia acabado também, pois moro no 13º andar, a resposta dele não poderia ser mais animadora: “Estou indo tirar um pessoal que ta preso no elevador”...

Diante de todas estas informações resolvi ligar o meu laptop que não precisa de energia e entrei no UOL para descobrir se havia algo “estranho”, quando li: “Pane em Itaipu deixa Minas, Rio e São Paulo sem luz”, este era apenas o início das informações que chegavam, pois no dia seguinte saberíamos que seriam 18 estados brasileiros atingidos.

Com o quebra-cabeças montado, a temperatura em torno de uns 33 graus, olhei para o Ricky (meu cachorro Shitsu), minha mochila com o laptop e apetrechos, um saco com 3 litros de leite, outro de pão e uma lanterna com pilha fraca (o que acrescentou em meu peso de 8 a 10 kg), suspirei, sorri e fui para casa encarar 14 andares de escada (contando com o sub-solo, é claro.)

Quando estava pelo 8º andar parecia que alguém puxava a minha perna para baixo, o Ricky lambia o chão, nunca vi uma língua tão comprida...rs.

Cheguei que era um trapo ambulante, suado, derretendo, moído, com fome e sem saber se havia perdido parte do projeto. Após recompor-me fui ligar o fogão, mas como ele é elétrico, tive que fazer uma manobra espetacular para acendê-lo com o fósforo.

Depois de todo este roteiro sentei na varanda e olhei para a cidade toda apagada, um breu só, quando me vieram algumas conclusões à cabeça:

1- Estamos nas trevas e cozidos. Se for analisar o que nos dá a luz é o fogo, de dia é o Sol, de noite é a energia elétrica que também queima, ou a vela neste caso.
O Sol transmite o calor que nos derrete feito sebo, amolecendo, envelhecendo. Sem ele é treva pura (nem sei se posso chamar “treva” de pura, sendo que significa ausência de luz);

2- Nascemos neste mundo escravos da matéria, pois para sobreviver temos que trabalhar e ganhar o pão nosso de cada dia, além de sermos submissos aos seus caprichos, necessidades, gostos e vontades;

3- As pessoas, na grande maioria, só enxergam o próprio umbigo, querendo resolver o seu problema, sem lembrar que existe um ser humano igual a ele e que não deve ser tratado como um super-herói;

4- O mundo chamado “civilizado” existe para lapidar as pessoas com o seu progresso, conforto que faz com que a pessoa fique refém deste sistema, cada vez mais sedentária e dependente de tecnologia. Este mesmo mundo maravilhoso que ilude, emociona, magnetiza com sua mídia consumista, alimentando o desejo de todos em adquirir os bens que supostamente trará prazeres, atinge a todos que se encantam, inclusive os que não tem estrutura, deseja e como não tem acesso, além de alimentar a inveja parte para a criminalidade, invertendo valores, trocando uma vida por um bem material qualquer.

5- A civilização chegou ao seu apogeu, ao amadurecimento e como tudo depois de maduro começa a apodrecer, é que estamos presenciando tudo isso, inclusive a falência física, moral e financeira. A grande maioria trabalha para sobreviver e não por ganância.

Estamos numa fase de salve-se quem puder e se puder!

Citei 5 entre tantas outras reflexões que o leitor também fazer com esta leitura, mas, isto deixo por conta de cada um. É um excelente exercício!

Este apagão me fez lembrar o Maurício, um pianista cego de Minas Gerais, que em certo dia, tocando em um jantar, acabou a energia local e todos os presentes no salão pararam inclusive os garçons e cozinheiros, mas a música não.

Assim como o Maurício deveríamos ter a nossa “luz própria” e continuarmos sendo nós mesmos independentemente do que acontece ao redor (luz própria é sinônimo de autoconhecimento).

Esta é uma simples metáfora que esclarece a necessidade de nos conhecermos de verdade e sermos fiéis aos "nossos princípios"! O que são realmente "nossos" e o que quer dizer "princípio"? Analise e tire as suas conclusões.

Ah, quanto ao projeto eu conto numa próxima...rs

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Amar ao próximo como a si mesmo. O que quer dizer na realidade?

O que é amar ao próximo?

Diz-se muito sobre amar ao próximo como a si mesmo, mas como isso se processa?
Ao meu modo de ver esta frase é muito mais abrangente do que parece e ao mesmo tempo, simples como descrita.

Qual o amor mais verdadeiro do mundo? O amor de Deus, mas ELE nos ensina na grande maioria das vezes com o sofrimento. Se formos analisar nossa forma de amar é equivocada, pois o sentimento DELE é puro, limpo e perfeito, assim como o sofrimento quer dizer falta de saber, pois se soubesse não sofria.

Existe também um antigo ditado que diz que ao invés de darmos o peixe devemos dar a vara e ensinar a pescar. Acho que nem devemos dar a vara, mas mostrar que ela existe e mostrar como ela pode resolver o problema do próximo e deixar o livre arbítrio dele escolher o seu caminho, mas dependendo do caso pode-se até chegar a dar a vara.

Esta frase também quer dizer que para amar alguém de verdade temos que ser capazes de amarmos a nós mesmo em primeiro lugar, pois como conseguiremos amar alguém se não nos amarmos?

O que abrange a palavra amar a si próprio?

Abrange o autoconhecimento, saber que o amor está em procurar a cada dia ser uma pessoa melhor, vigiar os seus pensamentos, sentimentos e procedimentos. Desta forma estará plantando para si colheitas fartas, o que possibilitará ser presenteado com o amor mais sublime e poder dividi-lo, amando ao próximo como a si mesmo, sem esperar permutas.

Amar a si mesmo não quer dizer querer o melhor de material para si, mas de procurar ser o seu melhor amigo, desde cuidados com a alimentação, asseio, conhecimento de si, de tudo e de todos, procurar viver em harmonia, equilíbrio, não sendo escravo de afazeres, mas colocando tudo em seus devidos lugares. Dando importância ao que realmente a merece.

Assim, quando for capaz de entender o que é o verdadeiro amor terá a capacidade de entender o que é amar ao próximo como a si mesmo e será útil finalmente, sabendo o que é servir e concluindo que quem não vive para servir não serve para viver.

O único e real patrimônio que uma pessoa pode ter é o seu conhecimento, pois é a única coisa que ninguém o tira e a única que se leva deste mundo, mas o VERDADEIRO.

domingo, 27 de setembro de 2009

Cada um no seu quadrado.

Como seria bom se cada um estivesse mesmo no seu quadrado, assim haveria limite e consequentemente respeito.
É triste o ser humano desconhecer que para tudo há limite, um ponto de tolerância e que se ultrapassá-lo entra no abuso e todo abusado sofre as conseqüências de seus excessos. Isto é lei, lei da causa e efeito.
Este mundo tem as suas regras, suas leis definidas de forma “natural”, mas o ser humano por ser inconsciente, se julga superior a tudo e a todos e por achar que este mundo lhe pertence, sempre deu expansão aos seus gostos e vontades, graças ao seu livre arbítrio.

Assim fez quando neste planeta surgiu, criando novas regras, novas leis para uma forma de vida “artificial”, ao seu bel prazer, ou melhor, se colocou no lugar de “Deus”, substituindo-o pelo “deus-homem”.

Podemos comparar o artifício com uma pessoa enterrada de cabeça para baixo e na ânsia de sair deste sufoco se afunda cada vez mais. Isto é o que está acontecendo com a humanidade, enquanto quisermos encontrar a solução dentro de uma coisa errada, mais errada vai ficar e mais difícil será a sua solução. Está tudo torto e como o direito do torto é o torto...

O artifício não é natural e o que não é natural é contrário à sua essência, e tudo que é contrário à sua essência é prejudicial, e o que é prejudicial faz mal e o mal não reconhece direito. O mal por si mesmo se destrói e por isso vemos uma preocupação crescente de responsabilidade social e ambiental. (Lei da causa e efeito, ou melhor, colhe-se o que se planta).
“O ser humano é um vago bicho sem destino que nasceu nesta terra sem saber o porquê e nem para que, assim sendo, tornou-se um monstro em razão dos crimes hediondos que pratica contra as leis naturais”.
Quem conhece a área do seu quadrado e vive dentro de suas linhas vive feliz e contente, mas quem não as conhece ou não as respeita vive infeliz e descontente, sempre sofrendo as suas conseqüências e reclamando, pior ainda é quando arruma um bode expiatório ou questiona a justiça divina. Um verdadeiro caos!!!

O SER HUMANO É DEMAIS, PENA QUE POUCOS SABEM OU ATENTAM PARA O QUE ESTA PALAVRA QUER DIZER.
Não adianta implorar, suplicar, chorar ou rezar (Lei da causa e efeito), o homem colherá o que plantou, só será capaz de abrandar e reverter a situação conscientizando-se e parar todo o progresso artificial imediatamente, o mesmo progresso gerado pela ambição, ganância, vaidade, presunção, orgulho e soberbia, será que ele consegue recomeçar e fazer um novo final? Ainda há uma chance...


sexta-feira, 4 de setembro de 2009

O tempo e o vento.

Você não tem a impressão que o tempo está voando? Que o tempo parece pouco para os afazeres comuns da vida? Que tudo passa depressa demais, que mal virou o ano e já estamos chegando a outro réveillon?

Assisti uma palestra de um cientista falando a este respeito e concordo em muitas coisas que ele diz e acrescentou que o tempo está mais rápido devido a uma inclinação de 3 graus no eixo da Terra.

Nesta mesma palestra ele diz que não o acompanhamos e que vivemos cada século como se ainda estivesse no anterior, demorando mais para nos atualizarmos, que aprendemos com os jovens, mas entendo que jovem é tudo que é novo e não necessariamente com pessoas jovens, sendo que muitos deles estão sem rumo, sem referência também, mas sim a aura de um novo tempo, uma energia jovem, nova e que fica mais acessível a esta faixa etária por ter menos vícios.

Além da sensação de tempo mais rápido, com este mundo globalizado, acrescentamos ainda as diferenças horárias chamadas de fusos horários, o que faz todos viverem “com fusos” e aumentar mais ainda este sentimento, já que a confusão é dos “com fusos”.

Com certeza o tempo não está mais rápido, o que mudou foi a energia que rege a natureza, a energia do terceiro milênio, uma energia mais evoluída, mais rápida, mais limpa, mais perfeita e pura.

No início deste planeta tudo era muito lento, era uma vida onde estávamos nos interagindo com o que existia, nada de artifício, apenas em observações, tentando decifrar e entender as mecânicas, foi uma fase de adaptações que acompanhavam o mundo a começar a girar.

Com a interação homem-natureza esta passou naturalmente a embalar, criar maior velocidade em razão dos ajustes que foram sendo concluídos, e os que estavam adaptados, ou melhor, em harmonia com a natureza, acompanharam o ritmo e seguiram o processo de transformação, era uma nova vibração ou nova energia mais apurada e veloz começando a estabelecer uma nova evolução, um novo progresso.

Esta segunda fase é denominada de segundo milênio. Neste período os entendimentos fizeram com que houvesse um novo tipo de progresso, que deu início ao progresso material que vivenciamos e que ainda estamos sentindo os seus efeitos na atual transição. Este progresso foi um progresso de experiências a fim de concluir muitas idéias, de novas descobertas, e como tudo que é experiência pode dar certo ou não, por faltar o saber (se soubessem não haveria necessidade das experiências), foi que muitas delas deram erradas e outras tantas aparentemente deram certo. Aparentemente por que tudo está em transformação e o que está em transformação serve para o momento, mas não serve para mais adiante e esta é a causa de aperfeiçoamento de invenções, de novas criações e eliminação de outras tantas. Tudo sendo adequado às necessidades do momento.

O problema é que entramos na fase do terceiro milênio, que é a última fase de evolução, de harmonização com a natureza, mas por estarmos vivendo com os resquícios e modas da fase anterior, magnetizados pelas coisas materiais não conseguimos conhecer e acompanhar esta nova energia, este novo progresso, esta nova era, apenas sentimos que o progresso está em escalas até então não vivenciadas e que o tempo “parece” que está mais rápido.

Da mesma forma que quando mudou da fase do primeiro para o segundo milênio houve uma grande alteração comportamental da natureza e das pessoas, nesta outra alteração também ocorre esta mesma mudança e o que vemos e sentimos são processos evolutivos de adequações e para que não sejamos afetados pelas bruscas mudanças e sofrer as mesmas conseqüências que os da primeira fase sofreram, que foi a sua destruição, restando apenas os preparados e adequados à nova fase, temos que nos ligar a esta nova vibração, a esta nova energia que passou a governar, a energia natural de todos para que em paralelo possamos evoluir, nos harmonizar e nos beneficiar deste momento único e derradeiro na história da humanidade.

Será uma nova era, a famosa Era de Aquários, a fase da racionalização universal, com um progresso inédito de valores sublimes, onde os que estiverem adequados a ela acertarão o relógio biológico, no seu tempo, no seu momento e não mais correrão para tentar acompanhar o tempo que voa com o vento.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Uma homenagem a um povo especial.

Este texto é para homenagear um povo especial, os ciganos!

Um povo especial que vive a vida em contato com a natureza, que trabalha de forma natural, que utiliza os conhecimentos naturais, as ervas e tudo que é ligado a ela e nunca a agrediu por respeito e sabedoria milenar, um povo que enfrenta até hoje preconceitos por ter uma forma diferente de viver, por não ter ponto fixo e mesmo assim viver alegre!

Muitas lendas se dizem a respeito deste povo único, desde ladrões de criancinhas até seres exploradores e endiabrados, mas na realidade esta não é a realidade. Da mesma forma que existe em todos os grupos, existem os bons e existem os maus, como também existem os que se passam por ciganos para exploração dos incautos e que encontramos em praças com roupas fuleiras, mas as ciganas andam sempre bem vestidas, com tecidos caros, tem postura e sua força está ligada ao ouro.

Em seus encontros debaixo da lua e ao redor de uma linda fogueira, ao som de violão com o seu inconfundível som de choro cantado, dos homens acompanhando com palmas as danças mágicas das ciganas, regado de vinho e uma carne de porco de dar água na boca, ou um saboroso chá, eles conversam e se harmonizam com a mãe natureza. Liberdade e alegria são primordiais em suas vidas, assim como o oxigênio.

O que faz existir o preconceito é por o ser humano não respeitar as diferenças e julgar ao seu modo o próximo e como cada um julga a seu modo, como a si mesmo, cada um os vê de sua maneira, mas desconhece quem são na realidade. O preconceito é tanto que na segunda guerra mundial Hitler exterminou 600.000 ciganos, isto por que sempre foram mal vistos anteriormente e continua assim até hoje.

Tenho a honra e o prazer em conhecer este povo há quase 20 anos e muito me orgulho de tê-los como amigos e de aprender muito com eles.

Como não admirar a alegria, força, poder, conhecimento dos “segredos” da natureza e amizade sincera quando sentem que podem confiar? Como não admirar um povo antigo que trás a sabedoria passada de pais para filhos, sem a escrita convencional, onde a leitura está no verdadeiro alfabeto que é o de astrologia que está nas palmas de nossas mãos? Esse povo sabe das coisas, tanto é que este nunca esteve no meio de uma guerra ou revoltas a não ser como vítimas da ignorância humana. Em seus afazeres para ganhar o pão de cada dia nada fazem que possa afetar de alguma forma a natureza, sempre a preservaram.

Povo sábio que segue o alfabeto natural, que não se materializou e não adotou o alfabeto artificial que adotamos e que fez e faz esta grande confusão no mundo, que alterou todo o caminho natural por vontade própria e gostos sem limites e que estamos presenciando tudo em liquidação (física, moral e financeira).

Todos que sabem o que estou dizendo há de concordar comigo e os que não sabem que procurem conhecer o poder de quem está em sintonia com a natureza.

Agradeço e cumprimento este povo que também é meu de coração e de origem, por isso, saúdo meus amigos e minhas amigas especiais: Troiano, Nina, Papucha, Joni, Anita, Kali, Duio, Rejo, Patril, Volha, Iago, Dolores, Pablo, Saulo, Volha, Lolita, Carmen, Morgana, Macalena, Valodia, Veruska, Zagorka, dentre muitos outros de igual importância e em especial a Santa Sara kali, a protetora dos ciganos.

Esta vida é encantadora.

Temos lugares encantadores, pessoas encantadoras, situações encantadoras, histórias encantadoras com seus reinos encantados.

Existem tantos encantamentos que dependendo de sua intensidade geram paixões, príncipes encantados, etc. As aparências fortes, arrebatadoras e de curta duração (independentemente do tempo de atuação).

Estes são os encantamentos que nos magnetizam com ilusões e sensações prazerosas, mas tem vários tipos de encantamentos como, por exemplo, uma situação que fica enroscada por um longo período e quando resolve dizemos que desencantou e também tem o encantamento das magias, mas considero tudo ser magia, que quando desencanta chama-se branca e quando enrosca chama-se negra.

Podemos chamar encanto de magnetismo, ou de hipnotismo, que é uma força muito poderosa e que nos ludibria, entorpece e nos cega para não enxergarmos a realidade das coisas, então encanto não é real, nem trás bons resultados, sendo assim podemos concluir que a vida é um rosário de contas, onde cada conta contém um passado, cada conta um período da vida e cada período com os transes bons e maus.

E assim, formando-se esse rosário muito fácil para quem quer que seja aprender. Rosário este encantado que nunca ninguém desencantou, por todos os habitantes deste mundo ser encantados.

Encantados por quê? Porque este mundo é encantado, e por ser encantado, vivemos todos em experiências, de experiências em experiências e sempre por saber, por tudo conservar misteriosamente sem solução, no infinito, por não sabermos como tudo isso foi feito e a nossa origem para que nos conheçamos e conheçamos a todos e tudo.

Precisamos conhecer as causas para entendermos os efeitos, nos desmagnetizarmos deste encanto onde tudo é bela viola e pão bolorento.

Precisamos parar de magnetizar e sermos magnetizados pelo encanto oriundo das aparências e entendermos o rosário da vida!


quarta-feira, 19 de agosto de 2009

A falsa solidão.

Tenho notado em minhas conversas muitas pessoas reclamando de solidão, mas na realidade não é exatamente esta palavra que define o sentimento que se está sentindo.

“A solidão é definida como um sentimento onde uma pessoa sente uma profunda sensação de vazio e isolamento. A solidão é mais do que o sentimento de querer uma companhia ou querer realizar alguma atividade com outra pessoa. Alguém que se sente solitário pode sentir dificuldades em estabelecer contato com outras pessoas.

Solidão não é o mesmo que estar desacompanhado. Muitas pessoas passam por momentos onde se encontram sozinhas, seja por força das circunstâncias ou por escolha própria. Estar sozinho pode ser uma experiência positiva, prazerosa e trazer alívio emocional, desde que esteja sob controle do indivíduo. Solitude é o estado de se estar sozinho e afastado das outras pessoas, e geralmente implica numa escolha consciente. A solidão não requer a falta de outras pessoas e geralmente é sentida mesmo em lugares densamente ocupados. Pode ser descrita como a falta de identificação, compreensão ou compaixão”.

Acima está descrito um comentário que expressa às partes positivas e negativas deste sentimento que pode ser encontrado do Google e foi de onde extrai esta síntese da palavra, mas vou dar o meu complemento, como sempre...rs

Todos somos sós e ao mesmo tempo somos um conjunto, um mundo!

Neste mundo não existem duas pessoas iguais, somos seres únicos, especiais, cada um com a sua característica, seu dom, sua personalidade.

O que eu sinto somente eu sei, o que eu aprendo somente eu sei, o que eu reflito só eu sei e assim acontece com cada ser. Isto quer dizer: somos pessoas solitárias neste sentido, neste mundo. Somos seres carregando cada um a sua cruz, com as mais diversas dimensões e pesos, num caminho único, mas em um mundo comum a todos. Como neste mundo tudo é relativo, os pesos, as dimensões da cruz e o caminho são o mesmo, já que cada um caminha dentro de suas limitações, ou melhor, o que para um é pesado para outro é leve, mas na realidade tudo tem as (mesmas) dimensões necessárias para que se direcione no caminho certo, mesmo que às vezes não pareça.

Meu pai dizia que “o mundo nunca acaba que o mundo somos nós, quando morremos é que se acaba o mundo”, mas o mundo aparente e não o real, já que na vida nada se acaba, tudo se transforma.

Neste mundo onde encontramos outros passageiros, outros mundos, trocamos experiências e formamos laços de alguma forma, uns apertados e outros frouxos, mas nos ligam e isto se chama amizade, companheirismo e às vezes “encrencas”...

Alguns reclamam por estar só, mas se nossos pais já falavam que durante toda a vida o número de amigos verdadeiros conta-se nos dedos de uma mão e é verdade. Muitos tem poder, dinheiro e todas as outras situações que deseja, mas estão só, ou rodeado de falsos amigos, de amigos interesseiros, de puxa-sacos, são as tais amizades de interesse.

Quando disse acima: “Todos somos sós e ao mesmo tempo somos um conjunto, um mundo!”, quis dizer que apesar de sermos unidade, esta também é um conjunto, basta perceber que nossos pensamentos não param, as imaginações idem, das mais variadas possíveis, algumas sugestionadas e outras surgindo aparentemente do nada, as vezes chega a parecer um turbilhão que até maltrata e quando passa do limite enlouquece, a máquina funde.

Somos seres elétrico-magnético que captamos muitas informações desta natureza de mesma energia, somos um centro astrológico que sofremos as influências de tudo que existe, das partículas que temos em cada uma das sete partes que formam o universo, que são: O Sol, a Lua, as Estrelas, a Terra, a Água, os Animais e os Vegetais. Estas influências nos distraem e nos afastam de nossa personalidade verdadeira, do nosso “EU” verdadeiro, são várias personalidades que nos comandam a bel prazer como entendem através dos pensamentos e das imaginações.

Você já parou para perceber que as melhores idéias são quando você está parado, fazendo algo que te desliga das coisas habituais? As minhas melhores idéias, já vieram no banheiro, fazendo um esporte, caminhando, ou algo parecido. Se algum dia alguém me disser que tenho merda na cabeça, não vou brigar, pois a minha idéia pode ter vindo realmente quando estava lá sentadinho...rs.

Como diz o sábio ditado: “Antes só do que mal acompanhado!”, a ansiedade, as perturbações, o stress, a insônia e outros males da vida moderna são sintomas da falta de conversa entre o “EU” e o “TU”, nossa alma quer falar, quer sentir, quer viver, mas a sufocamos no “intensivão” da vida. Por isso, muito se aprende quando está numa cama doente e muitos valores deixam de ter sentido para que o real os supere.

Uns nasceram para não compartilhar de mesmo caminho com outro carregador de cruz, enquanto outros são companheiros nesta difícil e árdua missão, mas que deixa de ser quando passa a compreender e respeitar as dimensões da cruz do outro e o seu trajeto.

O importante é que “precisamos de serenidade para aceitar as coisas que não podemos mudar, coragem para mudar o que podemos, e sabedoria para conhecer a diferença”.

Seja livre, faça o que tiver que fazer com “consciência positiva” e seja feliz “só” ou “acompanhado”, mas nunca se queixe de não ter nascido neste mundo para ser feliz no amor, pois isto é balela, somente seremos capazes de amar alguém quando nos amarmos e para isso precisamos nos conhecer.

Lembre-se que nunca estamos sozinhos, isto é duvidar da existência de Deus, é desconhecer o relatado acima e desconhecimento das causas e efeitos, do alfabeto astrológico que deixamos de segui-lo para seguir um artificial que nos arruinou de vez, como é visível o sofrimento e a sensação de aumento dos pesos das cruzes. Hoje as pessoas lutam para serem piores do que as outras, pois os seus valores estão invertidos. Nunca reclame, sempre agradeça, as coisas ficam mais leves, perdoe e seja perdoado.

Tenha certeza que se não tem muitos “amigos”, com certeza os poucos que tem são verdadeiros e muitas vezes o que você precisa vem de quem você menos espera e que te ama incondicionalmente, por que você é especial, é um ser único, uma partícula divina!


segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O GRANDE HOMEM

Este texto não é de minha autoria, mas para mim conclui o que é ser um grande homem!

Mantém o seu modo de pensar independentemente da opinião pública.
É tranqüilo, calmo, paciente, não grita e nem desespera.
Pensa com clareza, fala com inteligência, vive com simplicidade.
É do futuro e não do passado.
Sempre tem tempo.
Não despreza nenhum ser humano.
Causa a impressão dos vastos silêncios da natureza: o Céu.
Não é vaidoso.
Como não anda a cata de aplausos, jamais se ofende.
Possui sempre mais do que julga merecer.
Está sempre disposto a aprender, mesmo das crianças.
Vive dentro do seu próprio isolamento espiritual, aonde não chega nem o louvor nem a censura.
Não obstante, seu isolamento não é frio: Ama, Sofre, Pensa e Compreende.
O que você possui: dinheiro, posição social, nada significa para ele.
Só lhe importa o que você é.
Despreza a opinião própria tão depressa verifica o seu erro.
Não respeita usos estabelecidos e venerados por espíritos tacanhos.
Respeita somente a verdade.
Tem a mente de homem e coração de menino.
Conhece-se a si mesmo, tal qual é, e conhece a Deus.

(autor desconhecido)

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Até quando seremos submissos aos "Compadres Interesseiros"?



Eu, eu, eu, eu, eu e mais eu!!!
Eu sei o que faço!
Eu sou eu e pronto!
Eu sou mais eu!
Primeiro eu, segundo eu, terceiro eu e sempre eu!

Eu faço e desfaço!
Eu que mando!
Eu sou dono!
Eu gosto disso!
Eu sou assim e pronto!
Tudo eu...

Quantas mentiras dizemos para nós mesmos?
Quantas vezes a vida nos disse que os nossos planos não deram certo?
Quantas vezes encontramos pessoas que fazem mais e melhor do que nós?
Quantas coisas que achamos ser nossas e nos são tiradas sem permissão ou prévio aviso?
Quantas vezes ficamos em segundo plano?
Quantas vezes os nossos gostos já mudaram, assim como nossas vontades?
Quantas mudanças já fizemos contrariando as nossas convicções?

Como podemos ser donos de alguma coisa se nada sabemos em relação ao que irá acontecer daqui a pouco? Quanta petulância, soberbia e desequilíbrio! Não somos donos de nada, de ninguém, dos acontecimentos, da saúde e muito menos da nossa vida! Qual o nosso prazo de validade?

Somos seres manipulados pelas leis, pela moda, pelos conceitos, pela mídia, pelos astros, pelas influências de vibrações externas, etc. Até pelos pensamentos que julgamos ser nossos não os são, pois muitas vezes não queremos pensar em tais, mas eles persistem em nos incomodar sem pedir licença, da mesma forma acontecem com as tentações, prazeres, gostos e vaidades, tudo isso interfere com muita força sobre nós.

Já somos criminosos inconscientes, por isso somos condenados às experiências, as dores, lutas, sacrifícios e a morte sem saber as razões.

Os compadres ditam as leis que temos que segui-las, mas muitas delas são injustas, pois penalizam os mais fracos, os menos favorecidos, os de menos poder aquisitivo, os pretos, as mulheres, os homens, os idosos, enfim, todos.

Não estou defendendo ninguém, mas vou citar o caso do Romário, pois teve grande repercussão por ser uma pessoa conhecida e foi preso por estar em atraso com a pensão alimentícia. Tanta gente matando, roubando, estuprando, seqüestrando, políticos corruptos, grandes empresários desonestos a solta e uma pessoa vai presa por pelo crime de não ter dinheiro? Por não pagar R$ 40.000,00 foi parar na cadeia, nunca vi uma criança com tanta fome... e isto acontece com um grande número de pessoas de bem, claro que tem certos pais que merecem esta cobrança, mas há casos e casos.

O mesmo digo sobre a ditadura da moda, que se não andar dentro dos padrões estabelecidos você é um cafona.

Se não tiver dinheiro não terá um tratamento digno em qualquer lugar que for e o pior e mais humilhante é numa fila de hospital, onde nem direito a cuidados, até a sobrevivência tem.

Se cruzar com um “negão” a noite numa rua muda imediatamente de calçada e às vezes este pode ser um ser maravilhoso e nesta outra calçada corre o risco de ser assaltado por um branco de boa aparência.

As mulheres tem os mesmos direitos e deveres dos homens, mas as vezes trabalham mais e na maioria das vezes ganham menos, são exploradas e suas capacidades não são respeitadas. Neste caso as coisas ainda estão se encaminhando para o direito, mas lentamente.

Se não tiver o corpo “sarado”, com silicone, barriguinha definida, e ”apetrechos” no lugar torna- se motivo de gozações e desrespeito, o que faz muitas pessoas ficar anoréxicas chegando à morte em muitos casos, enquanto que em países de “terceiro mundo” vive-se abaixo da linha de pobreza, onde migalhas de pão são disputadas.

A pior situação que se pode viver é o abandono, o desprezo, a fome, o desrespeito, a necessidade básica não atendida, a humilhação!

Somos submissos a tudo isso, ao “sistema” criado pelos grandes gênios que criaram toda esta desigualdade e que se valorizam as aparências, onde as coisas materiais estão acima dos valores humanos em quanto se gasta bilhões de euros por ano em armamentos e coisas sem sentido, baseados na inconsciência do homem que se diz solidário.

Por que existem as drogas, os assaltos, a matança e coisas do gênero? Em razão do enfraquecimento do sentimento gerado por um pensamento debilitado, fruto de nossas próprias ações e desconhecimento do que é real.

Mas o direito do torto é torto, então está tudo certo!

Bato mais uma vez na mesma tecla: “para tudo isso mudar temos que nos conhecer e saber as razões ou causas de todos estes desajustes”.

Um lampejo aqui e outro acolá está se quebrando paradigmas, a natureza com a sua revolta está através das enchentes, tufões, furacões, maremotos, tsunamis, tornados, chuvas de granizos, raios, calor intenso, frio de matar, vulcões, vírus, bactérias, doenças novas e outras ações está mostrando que nenhum poder supera o dela e tanto faz a “posição” ou “poder”, cor, raça, conhecimento, tipo físico entre outras, nada importa a ela e que nós estamos recebendo o que plantamos. O homem aqui nasceu e acha que este mundo lhe pertence, mas quando isto foi dito para ele? Podemos fazer o que quisermos e sair impunes? Belo saber...

Tudo o que aqui acontece é fruto das ações, que é fruto de uma idéia, um pensamento que se materializou através de alguém e como disse acima, nem donos de nossos pensamentos somos e seguimos adiante.

Vamos tentar mudar nossas ações e descobrir quem realmente somos e do que somos capazes tanto de um lado quanto de outro, pois o acerto de contas está aí e só não vê quem não quer e só irá sofrer as conseqüências quem não estiver de acordo, em harmonia com a natureza, mas sim seguindo as regras, leis, gostos e vontades dos “Compadres Interesseiros”.

Que a LUZ da DIVINA PROVIDÊNCIA NOS ILUMINE!!!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Escândalos e atos secretos.

Estamos com os “novos” escândalos sendo anunciados a todo o momento e muitos ainda se espantam e ficam indignadas, outras já até se acostumaram e acham que não tem saída e que é assim mesmo que as coisas funcionam, sendo que esta “história” política brasileira é hereditária e vitalícia, pode puxar a árvore genealógica da “tchurma”, quase todos tem parentesco com antecedentes dos mandatários coronéis, que também são herdeiros dos senhores feudais e assim vai...

A política não é ruim, todos nós a praticamos em nosso dia-a-dia para ter uma convivência harmoniosa e de transações comerciais, assim como tudo que existe, são as pessoas que fazem o ambiente e se quiser ter um ambiente agradável convide pessoas agradáveis, no caso da política nós convidamos com os nossos votos as pessoas que irão tomar conta do nosso ambiente e administrá-lo da melhor forma para vivermos, o que quer dizer que somos os responsáveis pelo destino, ou não? Você pode dizer que não, pois vence quem tem a maioria dos votos e geralmente quem tem a maioria é por que tem um capital maior para investir em propaganda e aparecer mais, acrescendo a isto a ignorância do povo que vota e que é de interesse mantê-la para permanecer no comando e por aí vai...

Para deixar bem esclarecido, estamos comentando o atual, que é sobre os “atos secretos” do Sarney, presidente do senado, digo isso, pois daqui a pouco surgem outros a substituí-lo e outro e outro que quem ler não saberá de qual estou comentando e este em breve será esquecido, como muitos já foram e outros tantos ainda virão e serão.

Posso garantir que os escândalos que ficamos sabendo são por descuido, ou de propósito para encobrir outro maior, tudo muito bem arquitetado. Outra coisa que posso garantir é que tudo acaba bem entre eles, todos são excelentes artistas que convivem muito bem e só de fachada são inimigos para “inglês” ver, ou os idiotas verem. O que os comandantes não sabem que é que também são "comandados", mas desconhecem esta realidade.

Escândalos e atos secretos acontecem desde que o mundo existe, pois onde existem surpresas, traições, mentiras, manhas e artimanhas, sofrimentos, lutas, guerras, incertezas, mistérios, enigmas, sofismas e afins, onde há representações (artistas) visando apenas o seu lado, seus interesses, onde há comandados e manipulados não pode ser diferente, por isso digo sempre em todos os meus textos a importância de se conhecer e conhecer o seus “comandantes”.

Tudo o que nossas vistas enxergam e sentimos é uma representação de um “comando maior”, a razão de nos conhecermos e conhecermos os movimentos da natureza é para saber das “influências” e suas origens, o real “comando” e seus “comandantes” e escolher quais os tipos de “influências” e de “comandantes” você quer se ligar para definir para onde ir.

Somente desta forma os “atos secretos” e os “escândalos” deixarão de existir!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

O AMOR

Por incrível que pareça não é tão fácil falar de amor, por mais simples que a princípio indica ser. Quem sabe até pela escassez do mesmo em tempos atuais. O que quer dizer esta palavra tão usada e a cada dia que passa sendo utilizada com mais leviandade?

Como tudo neste mundo, na sua origem estão as virtudes de tudo que existe e conforme o tempo passa, elas vão se perdendo...

Existem vários tipos de amores: Amor entre casais, entre pais e filhos, à vida, pelo trabalho, amor ao dinheiro, amor ao carro e assim vai cada um de sua forma, mas com o mesmo nome: “AMOR”.

Acredito que só sabemos definir o que realmente é o “amor”, quando percebemos que somos amados independentemente de nossas falhas, nossos vícios, nosso desequilíbrio e tudo mais que nossa natureza animal é capaz de produzir.

Na minha reflexão sobre este sentimento conclui que existe uma chave para se chegar a ele e para isso é preciso compreender a vida, a tudo e a todos e que se deve respeitar a tudo e a todos, pois todos são originados, filhos de DEUS.

E a chave para se chegar ao “amor” verdadeiro chama-se Compreensão. Somente através da compreensão, teremos entendimento de quem somos, de nossas fraquezas, de nossos limites, de nossa origem, de nossas virtudes esquecidas, de aceitar quem somos e quem fomos.

A vontade em superarmos nossas deficiências para atingirmos a superação de nós mesmos e tornarmos melhores, chama-se amar a si mesmo. Somente amando a si mesmo seremos capazes de amar ao próximo e a Deus, pois somente quando encontramos com o nosso verdadeiro EU é que encontramos a Deus, que está dentro de cada um de nós. Somente desta forma é que teremos a verdadeira sensação de saber o que é o “amor incondicional e verdadeiro”, pois teremos encontrado a essência da palavra “amor”.

A frase “amar ao próximo como a si mesmo” é a explicação definitiva do nosso objetivo, e ainda complementando: “e fazer o bem sem olhar a quem”.

Por isso, o “amor” só vem com a compreensão, que nada mais é do que a consciência divina do todo.

Não há amor verdadeiro sem compreensão, sendo que este é o caminho que leva a ele e quando o acessamos (o amor) este se torna mais forte e inabalável, pois forma-se o TODO e o TODO é DEUS!

Deus é puro, limpo, perfeito, é Pai, é superior, é “Amor Verdadeiro” e não como seus filhos cegos de olhos de abertos que utilizam esta palavra para todas as finalidades e interesses a fim de tirar proveitos e valorizarem suas ações.

Por o mundo estar convertido por uma sabedoria invertida, onde o atraso é dado como saber, e é tão visível isso, como é visível o sofrimento do mundo. Por isso, adotam o sofrimento como saber, pois não sabe quem és TU que a ilusão é tanta que és incapaz de definir o teu EU.

A falta de compreensão do que os “grandes” como Jesus deixou como ensinamento, somado aos antigos interesseiros que se aproveitaram de suas palavras para aos poucos distorcer a verdade com o intuito de conduzir seu rebanho ás trevas da ignorância, demonstrando que se usa o seu nome para ocultar as manobras do traiçoeiro Judas.

Se o mundo tivesse a direção DELE, há muito as coisas seriam diferentes e não este mundo de impostores, falsos, traidores de si mesmos e do próximo. Onde se fala uma coisa e se pensa e se deseja outra, onde a palavra “amor” é ligada ao dinheiro, o mesmo metal criminoso que foi usado para “trair” ao filho de Deus. Por isso, se mata e se morre por ele e o que cada vez mais tem valor é o ter e não o SER.

O que vivemos hoje nada mais é do que a merecida colheita do que se plantou e se planta, sendo que com a traição ao espírito e “amor” à matéria, é que o homem se prostituiu e traiu a si mesmo.

O homem pensa que é dono do mundo, por isso, sempre agiu sem medir conseqüências, mas se esquece que quando aqui nasceu, este mundo já existia e que existe um dono. Vive como um criminoso vagando e destruindo tudo que existe na terra, praticando crimes hediondos contra as leis naturais, sendo um verdadeiro parasita que de tudo explora e nada da em troca a não ser destruição.

A cegueira é tanta que não percebe que precisa de tudo para viver, mas que esse tudo não precisa dele. Seria um criminoso sem perdão se não houvesse o “AMOR” sublime de um PAI compreensivo para interceder junto às vítimas.

Amor, amor, amor, amor, palavra muito usada em versos, músicas, e por senhores da falsa fé. Como podem seres imperfeitos e cheios de defeitos saberem o que é o amor? Essa palavra existe hoje degenerada de sua essência, em razão de um tempo atrás o próprio AMOR vir se materializar em carne e deixar seu perfume.


A oração de São Francisco de Assis é para mim a maior demonstração de compreensão do que é o verdadeiro amor e de como deveríamos agir.


Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão,
Onde houver discórdia, que eu leve a união,
Onde houver dúvidas, que eu leve a certeza,
Onde houver erro, que eu leve a verdade,
Onde houver desespero, que eu leve a esperança, onde houver tristeza, que eu leve a alegria, onde houver trevas, que eu leve a luz.

Mestre, fazei que eu procure mais
Consolar do que ser consolado,
Compreender do que ser compreendido, amar do que ser amado.

Pois é dando que se recebe,
É perdoando que se é perdoado,
É morrendo que se vive para a VIDA ETERNA.


Aqui está a prova do que é ter contato com o “verdadeiro amor” e saber que quando fazemos algo para alguém fazemos para nós mesmos, tanto o bem quanto o mal. Todos os sentimentos, desejos e atitudes que temos em relação ao próximo são destinados a nós mesmos e a mais ninguém.

domingo, 2 de agosto de 2009

O que é a verdade? Desafio você ler até o final e fazer o seu comentário, duvido que discorde!

Êta perguntinha que pode ter em torno de 6 bilhões de respostas...rs

Somos a somatória de experiências vivenciadas, educação recebida dos pais, conhecimentos adquiridos de uma forma geral, entre “n” outras situações que são de conhecimento de todos e ainda faltariam várias outras que passariam esquecidas.

Dentro deste conjunto de fatores adquiridos criamos conceitos e ou aceitamos os antigos e os alimentamos durante a nossa existência, assim nos formamos seres únicos, cada um com o seu ponto de vista onde tudo passa a ser relativo, já que nossas conclusões são extraídas conforme a capacidade de entendimento de cada um, e esta capacidade ou dom é peculiar de cada ser. Esta trajetória nos molda.

Lembro da época em que na escola tínhamos que ler um livro indicado pelo professor e que teria a sua avaliação posteriormente através de prova. Com exceção daqueles preguiçosos que nada liam e na hora pegavam os resumos de quem havia lido, ocorria uma “variedade interessante” de notas. A conclusão que se chega é que uma mesma história lida no mesmo período, por pessoas de mesmo nível, era interpretada de formas diferentes, o que se comprova pelo que está descrito acima.

Como esta vida não é a verdadeira, pois se fosse seríamos eternos e teríamos tudo a nosso favor, não necessitaríamos de esforços nem sacrifícios; estamos de passagem, por isso aqui tudo passa, a vida é uma somatória de momentos onde “somos solitários” nas emoções e sentimentos vivenciados, e costumo dizer que independente de amigos, “nascemos sozinhos”, “nos criamos sozinhos”, “selecionamos e guardamos sozinhos” todas estas experiências e no final “partimos sozinhos”, independentemente de viver rodeado de um milhão de amigos, cada um é um “mundo”, cada um é único.

Nesta unidade cada um “criou a sua verdade” e os seus “pré-conceitos” de tudo e de todos e que vão se moldando, se lapidando com o passar do “tempo” e com as modificações que este mesmo “Sr. TEMPO” faz por intermédio das “transformações”, ou por outro ponto de vista, pelas “deformações”.

Para tudo baseamos nas “sensações” e nas “aparências”, no que sentimos e vemos e estas são peculiares de cada ser. A necessidade da convivência em sociedade fez com que fosse criada uma organização, com leis, para haver uma “certa” harmonia , ordem, respeito, diretrizes estas fruto de uma ótica “baseada em aparências” e o no “pré-conceito”.

Como baseamos nestes fatores acima, que resumindo nada mais são do que baseados nas aparências, seja de uma forma ou de outra ,e como aparências não são verdades, é que descrevi no primeiro parágrafo que poderíamos ter uma resposta diferente para cada habitante deste planeta.

Infelizmente, sustentados nas verdades que acreditamos (criamos), somos capazes de nos desentender, brigar, matar ou até morrer para defendê-las, já que “somos donos da verdade” e ainda não satisfeitos amplificamos em larga escala esta violência com o terrorismo, as guerras de diversas óticas, inclusive as religiosas como a história nos retrata.

Como pode haver equilíbrio, humildade, compreensão e amor verdadeiro se não houver uma “consciência positiva”?

Como podemos afirmar que exista “consciência” ou “verdade” numa vida em constantes mudanças?

Hoje, baseados no que descrevi acima, com as nossas diretrizes formadas e pré-estabelecidas dizemos que somos contra isso e contra aquilo, que nunca faríamos tal coisa, que não gostamos disso ou daquilo e que gosta desse e daquele outro, que somos assim e que vamos morrer assim e ainda dizemos com firmeza, com “consciência”.
Mas, o “Sr. TEMPO” responsável pelas constantes mudanças, descobertas, altera as modas, os conceitos, amadurece e “evolui” e como o acompanhamos, muitos de nossos “pré-conceitos” também se modificam e o que não aceitávamos passamos a aceitar, nossos gostos se alteram e coisas que dissemos que nunca faríamos, passamos a fazer, e lá se vai por água abaixo o que tínhamos como imutável, firmes e “conscientes”.

Nestas constantes modificações da vida concluímos que somos seres sem palavras, “sem consciência” e “sem verdade”, o que não é ofensa, mas constatação, comprovando a irrealidade deste mundo, de seus pertences, conceitos e que a “consciência” está só no nome, não existe, é tudo passageiro, provisório e ilusório, onde muitos se “acham”, mas os que se acham são justamente aqueles que ainda não se encontraram, pela cegueira e auto-sugestão se considera o tal, ás vezes, dono de grandes fortunas, mas não vê que nem da sua própria vida é dono, nem de seu destino, de nada e nem de ninguém. Por isso, toda a sua aparente posse e seu poder não lhe compram a paz, o amor, os amigos, a saúde e a sabedoria para ser um verdadeiro milionário!

Os pertences materiais existem e cada um o classifica dentro dos seus próprios valores e que a ganância, a ambição, o egoísmo, a cobiça, o materialismo é do ser e não dos pertences materiais que exercem o seu fascínio e magnetiza cada ser dentro de sua vibração. Como muitos criticam sobre estes tipos de “bens circulantes”, sem dono, por pura hipocrisia, pois se lhe fosse dada a chance de também “possuí-lo”, poderia ser até pior a quem hoje critica se deixar-se magnetizar por eles.

Retornando a alguns comentários acima para concluirmos, já que um assunto está interligado a outro, se um mundo está em constantes transformações é porque ele está em andamento e não concluído, desta forma o que pertence a ele também não está. Sendo assim as “verdades são relativas” a cada ponto de vista e se modificam com o tempo, o que se conclui que os seres que nele habitam não tem “consciência”, ou poderiam ser denominadas de “consciências transitórias ou até mesmo de negativas”. Isto tudo escrito acima são constatações e uma “partícula de verdade”, pois na realidade a “verdade mesmo é uma só e imutável desde que o mundo existe”.

Como se diz: “Temos dois ouvidos e apenas uma boca, então devemos ouvir mais e falar menos”, acrescento ainda que as orelhas estão uma de cada lado da cabeça e a boca no centro, isto já foi feito de propósito, para que captemos as informações e as analisemos no “centro” (equilíbrio) para depois emitirmos o nosso parecer, se for o mais indicado, assim se define uma pessoa “centrada”.
Uma imagem que considero perfeita é aquela dos três macaquinhos onde um não vê, outro não fala e outro não escuta.

Como diz um senhor grande amigo meu: “Ver, ouvir e calar se da bem em qualquer lugar!”

Quer conhecer a “verdade”, conheça a ti mesmo, o seu “EU”, se ligue á “Natureza”, se dê este presente, sua vibração será a real, a natural, a verdadeira, sua sintonia será fina com tudo e com todos, estará “imunizado” da “embriaguez e da inconsciência gerada pelo magnetismo”, está na hora!

Não existe o dono da verdade (ela existe por si só), mas a possibilidade de se ter o conhecimento dela. Eu estou tentando, afinal é um dever e um direito de todos nós!

Um abraço “consciente” e “verdadeiro” a todos os meus irmãos e irmãs que estão neste mesmo barco.

O poder da vida

A vida e a organização dos seres orgânicos são de uma forma tal que os seres orgânicos fazem confusões com a vida. A vida tem as suas organizações muito claras para quem sabe viver. Mas para quem não sabe viver, torna-se desorganizada e os seres orgânicos imperam no degladiamento, na degladiação da vida.

A vida para ser bem formada, bem constituída, firme, equilibrada ao bom viver, é preciso que os seres orgânicos e as organizações sejam todas paralelas ou adequadas ao modo de que se constitui a vida; que a vida também é constituída de diversas organizações e de diversos meios do poder da vida. O poder da vida está naquilo que as organizações podem corresponder para equivaler à vida.

O que vale o vivente ter vida, viver e não saber viver? Não vale nada. Porque quanto mais procura se organizar na vida, mais se desorganiza, e se desorganizando, mais o sofrimento o vem tragando e mais sofrimento.

É como a maré, sempre contra a maré dentro do mar revolto. E assim, estas tempestades que reinam na vida do vivente, que naufraga esta vida preciosa, por estas tempestades feitas por não saber viver, e fica o vivente a imaginar e a dizer: “quanto mais eu procuro o bem, mais ele de mim se distância, mais longe fica, ou talvez no infinito, porque não enxergo o que vou fazer da vida”. E fica o vivente neste crepúsculo amargo, neste sonho de sofredor desesperado, neste sonho de lágrimas, neste pesadelo infernal, pensando uma infinidade de coisas e não sabendo como resolver o seu ideal.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Entre tantas comentarei sobre quatro frases muito faladas que se contradizem segundo a minha ótica.

1- Deus castiga!

Em momento algum da vida ELE castiga, maltrata ou até deseja o mal de algum filho seu. ELE não é vingativo, nem tem sentimentos em sentido contrário ao que representa perfeição, limpeza, pureza, imparcialidade e o amor incondicional.
Deus vê, entende, respeita e tem a sua visão inatingível de tudo e de todos.

O que existe são as leis divinas, as leis naturais e que se baseiam na “Lei do retorno”, ou “Lei de ação e reação”, “Lei da atração” ou Lei do “plantio e colheita”.
Deus também não perdoa, apenas entende a nossa triste condição e está sempre de braços abertos para nos acolher quando seguimos o caminho que leva até ELE.

Estas leis são de responsabilidade da Natureza e esta não negocia os seus direitos, ela é a responsável por fazer com que as suas leis sejam cumpridas dentro de suas organizações bem claras, simples ou naturais e com as penas sendo cumpridas, os seres tem a oportunidade de se redimir, se lapidar e enxergar que cada um é responsável pelos seus atos, pois o plantar é livre, mas a colheita é certa.

Caso você sinta que está sendo castigado, tenha certeza, não é ELE quem está lhe proporcionando o seu pagamento, mas sim as suas ações e sentimentos, conforme as “Leis” citadas acima, como responsabilidade da “Natureza”, por isso também não existe injustiça, mas sim ignorância de nossa parte em relação a vida, suas organizações, a nós mesmos e a Deus.


2- Na hora da minha morte se me arrepender de tudo que fiz, de coração, serei perdoado e irei para o Céu viver eternamente!

Esta frase esta interligada com a primeira, já que o amor de Deus é incondicional e como disse ele “entende” a condição humana, é PAI e como qualquer outro pai que ama os seus filhos na mesma intensidade e o perdão é dado a qualquer momento, mas como dito acima a “Natureza não negocia os seus direitos” e isto prova que não existe injustiças, mas sim acertos de contas com um “Tribunal Superior”, onde os veredictos colocam cada um em seu devido lugar, o que causa as desigualdades e a incompreensão sobre a qualidade de vida de cada pessoa e sua trajetória neste mundo, como se costuma dizer: “Cada um tem a sua cruz para carregar”.

Senão seria muito cômodo fazer as maiores barbaridades e depois ficar por isso mesmo, se houver o arrependimento no final, o que também comprova a outra lei que é a “Lei da Transformação” ou a “Lei de “Lavoisier”, onde nada se cria e nada se perde tudo se transforma. O que se denomina reencarnação, mas também mal interpretada.


3- Eu não pedi para nascer!

Também interligada com as duas primeiras frases acima, esta frase deixa de ter fundamento, pois se seguirmos a linha das “transformações”, encontramos outra frase que poderíamos denominar de 3.1 como: “Aqui se faz, aqui se paga!”

Neste plano de matéria é onde temos a oportunidade de fazermos os nossos acertos, aqueles que ficaram pendentes nas transformações anteriores, então não se pede para nascer, mas se implora quando tem a real noção da vida e seus pertences.

A reencarnação está mal interpretada, pois diz que é através dela que além de termos a oportunidade destes acertos, conseguiremos através delas nos tornarmos seres melhores, evoluirmos, atingirmos a plenitude e encontrar com Deus.

O que contradiz esta definição de reencarnação é que o mundo só tem piorado cada vez mais e as pessoas cada vez se distanciado mais de Deus com as suas atitudes.

Nós temos várias oportunidades nestas transformações para descobrirmos o sentido real da vida e de nos conhecermos, ou você acha que aqui estamos para trabalhar, namorar, passear, estudar, etc.? Enquanto estamos neste mundo temos que seguir certas regras, mas lembrarmos que estamos aqui de passagem, que nascemos condenados a morte, que esta vida é de lutas e que do céu cai avião, chuva, raio, coco de passarinho, neve e assim por diante, que o que deseja e necessita precisa correr atrás.

Aqui estamos porque boa coisa não fomos e sofremos porque boa coisa não somos.

Estamos aqui presos nestes ciclos reencarnatórios por desconhecer que o nosso ser verdadeiro está dividido na natureza, em sete (7) partículas e por isso dependemos desta mesma natureza para viver e enquanto não nos identificarmos com estas nossas partículas ou virtudes e reuni-las novamente, estes ciclos permanecerão cada vez com mais sofrimento, tudo por não nos conhecermos.


4- Deus escreve certo por linhas tortas!

Esta frase repetida inúmeras vezes quando há um acontecimento contrário ao que desejamos ou planejamos, a primeira interpretação que temos é que foi tudo por água abaixo, mas o tempo prova conforme os acontecimentos vindouros que se “aquilo” que desejamos tivesse acontecido, estaríamos numa condição bem pior e concluímos que tudo que nos acontece é para o nosso bem, sempre para melhor e que aparências não são verdades.

Infelizmente, mais uma vez pela inconsciência humana e sua pronta disposição de julgamento por desconhecimento da vida, insinua que Deus é míope ou tem a dificuldade em alinhar as suas escritas.

Seria bem melhor se nos colocássemos em nossos medíocres lugares e tivéssemos a consciência que por desconhecimento, somos imperfeitos, errados, vivendo de incertezas e experiências por nada sabermos, com atitudes tortas em um mundo torto por conseqüência de nossas próprias ações, teríamos assim muita vergonha em repetir esta frase.



Podemos concluir que se nos policiarmos, conseguirmos nos corrigir, dominarmos nossos pensamentos, sentimentos e ações, conseguiremos ter domínio sobre os nossos instintos animais, desta forma se plantarmos o bem colheremos o bem maior ainda, assim nos permitiremos entrar em “harmonia” com a “Natureza”, identificar as nossas partículas nela e vibrarmos na mesma sintonia, pois somente com a compreensão da vida e de nós mesmos é que seremos capazes de fazer o bem sem olhar a quem e amar ao próximo como a nós mesmos e isto chama-se conscientização, aí sim teremos condições de descobrir o que é o amor verdadeiro e divino e todo este conjunto esta baseado em se conhecer e se ligar a ELE e aí sim retornar definitivamente ao nosso mundo verdadeiro em energia, de paz, amor, união, eternidade, perfeição, limpeza e pureza. Um mundo verdadeiramente RACIONAL.

sábado, 25 de julho de 2009

Qual o verdadeiro valor das coisas?




Na vida não basta ir apenas vivendo, mas sim analisá-la de uma forma racional, senão ela passa a ser um breve momento vivido sem o devido proveito e perdemos a oportunidade de perceber o seu significado e de nos conhecermos.

As pessoas sofrem, discutem, brigam, se aborrecem, invejam, tem ciúme, ganância, ambicionam, desrespeita, roubam, matam, guerreiam, são capazes das maiores monstruosidades pelas inversões de valores, pela inconsciência.

Já me deparei algumas vezes com situações que me despertaram estas reflexões e uma delas foi através das crianças até certa idade.

Em festa de aniversário de 1 aninho, quando ainda elas ainda não tem o “entendimento” das coisas, temos a oportunidade de perceber que um presente pomposo, caro, bonito, com mil e uma funções muitas vezes ficam em um canto, enquanto um simples patinho, ou uma bolinha de plástico é o que desperta toda a atenção do aniversariante.

Nota-se então, que o valor para quem não tem o “entendimento” é um e para quem o tem é outro. Isto quer dizer que as coisas só tem o valor que damos a elas e isto entra em uma escala de valores de cada ser. Para a criança o “valor” esta naquele objeto que foi comprado numa loja de R$ 1,99, enquanto para quem deu está naquele da loja de R$ 300,00 ou mais.

O que é o “entendimento” então? Entendimento é a faculdade de entender, de conceber, de julgar as coisas conforme os seres humanos assim já determinaram, os mesmos seres que valorizam os bens materiais acima de qualquer outra coisa e esta inversão de valores cega, embrutece, afastam o homem da realidade e o faz procurar a felicidade do lado oposto de onde ela se encontra.

O caminho oposto da felicidade chama-se ilusão, pois conheço muitas pessoas que com o necessário é feliz, enquanto os que mais tem, mais preocupações adquirem, além de não comprar a saúde, a paz, o amor e outras riquezas que todos procuram. Na vida tudo funciona bem com equilíbrio, ninguém vive sem dinheiro já que ele foi inventado, mas a palavra “muito” já se define por si própria e o mesmo acontece com o seu oposto.

O marketing do consumismo e do “ideal” da vida fazem uma “lavagem”, ou melhor, uma “sujeira” cerebral da qual somos bombardeados constantemente e que poderia muito bem ser denominada como a “religião” do Diabo. Por que teria esta denominação? Por prometer mentiras e atrair cada vez mais adeptos, por criar sonhos e ilusões, por alimentar a ganância, a ambição, a inveja, o ciúme e outras situações desagradáveis e facilitar determinados seres mais enfraquecidos a se drogar, a roubar e até matar seus semelhantes, em escalas maiores cria-se os armamentos que irão gerar guerras pela disputa de terras e riquezas materiais no intuito de dominar e ter cada vez mais posses.

E a indústria da beleza? Do que foi denominado como belo, quantos milhões ou bilhões de dólares esta indústria fatura por ano? Mais uma vez o marketing em ação, mais uma vez a “sujeira” cerebral agindo, fazendo com que as pessoas se achem feias, que precisem consertar o que é do seu verdadeiro natural e que funciona normalmente. Este marketing é tão forte que altera a cada período o perfil da beleza, é a midia mais uma vez dando mais valor à matéria do que ao ser.

Esta “religião satânica” influencia em tudo, até a preferência brasileira que sempre foi por bundas está aderindo aos grandes peitos americanos, consegue criar síndromes, ansiedades, depressões, fracassos, baixa estima entre tantas outras sensações que estão lotando consultórios psiquiátricos, tudo por ser conduzido por uma “moda” baseada apenas e simplesmente nos conceitos materialistas. Quantos na tentativa de ficar mais belo se deformaram ou até chegaram ao óbito?

Não sou contra nada nem contra ninguém como já relatei diversas vezes, apenas estou comentando como é que esta mecânica inconsciente age e suas influências sobre os seus adeptos. Acho até que daqui um tempo as pessoas naturais serão as que despertarão mais atenção por serem diferentes...

Muito se fala do valor da vida, mas está banalizada por esta muitas vezes ser permutada com um par de tênis, tudo em razão do homem estar convertido por uma sabedoria invertida, uma sabedoria da qual ele se distancia cada vez mais do sentido da vida, da inocência, das chamadas pequenas coisas, da fraternidade, da concórdia, do real valor do próximo.

Que belo saber de inconsciência, que só nos aprisiona e nos faz sofrer!

O saber artificial é tão admirado e cultuado que só gera o enfraquecimento dos seres tanto intelectual, quanto moral e financeiro. Em escala global o desmatamento, a poluição da atmosfera, dos rios e mares a destruição da camada de ozônio, o enfraquecimento da terra, enfim, um “entendimento” de suicidas.

Hoje se fala em consciência socioambiental, o que é uma faísca de tentar reverter a situação, mas esta faísca apenas surgiu quando começou a sentir-se o efeito de tudo que o homem “entendido” causou sem medir consequências, não por consciência verdadeira, pois se em algum momento deste mundo houvesse a consciência verdadeira nunca teríamos chegado a este ponto em que nos encontramos, e quer saber mais? Além de detectar tardiamente estes efeitos, muito pouco em proporções está sendo feito neste sentido, a grande maioria das pessoas não estão agindo como deveriam para que haja a sustentabilidade.

Tudo foi plantado pelo homem “entendido”, que tudo fez e faz através do pensamento e da imaginação, o homem que é de origem racional, mas que nunca usou o raciocínio por não se conhecer, por não saber a origem do raciocínio, nem do pensamento e muito menos da imaginação, pensa que sabe, mas confunde uma coisa com a outra. Quem sabe se descobrir o que realmente significa a palavra “racional” terá a oportunidade de solucionar todos os problemas da vida.

A vida é um ciclo, por isso, muitos quando já bastante lapidados, amadurecidos, alquebrados e já vivenciados toda esta trajetória, começam a despertar para a grande ilusão da vida e a valorizar o que realmente tem importância, volta a ter “1 aninho”, mas infelizmente, muitas vezes já não lhe resta muito tempo, ou tem o seu corpo limitado que não lhe permite mais saborear na sua plenitude o que aprendeu, e lá se vai mais um guerreiro vencido. E a somatória de tudo o que foi plantado deixamos de herança para as novas gerações que aqui vem para dar continuidade neste sonho (pesadelo).

Concluindo: A curta e rápida vida tem o valor que damos a ela e a seus pertences, assim como a beleza só tem valor para lapidar quem a valoriza!

terça-feira, 21 de julho de 2009

UNIÃO: Não existe justiça sem perdão e vice-versa.


Vivemos em um mundo onde as conclusões dos fatos pela nossa ótica muitas vezes transformam-se em julgamentos. Isto é automático na maioria das vezes, relativas às várias bobagens, como na postura, educação, cultura, atitudes, modo de se vestir, etc. Somos implacáveis em nossas conclusões como que somente nós fossemos perfeitos e que as falhas e erros estão presentes somente nas outras pessoas.

Estas conclusões são baseadas no que? Estes julgamentos são baseados em que? Quem tem uma procuração de um “Tribunal Superior” a tudo e a todos para julgar o que quer que seja, ou quem quer que seja? Não é muita pretensão nossa e ao mesmo tempo inconsciência, hipocrisia, arrogância e soberbia?

O que sei da “Lei da Natureza” para poder julgar ou apontar um semelhante se além de desconhecer tal “Lei” ainda sou um ser imperfeito?

Qual a parcela de culpa de cada um em todo este processo? Por que acontecem coisas em nossas vidas e de muitas outras que consideramos injustiças? Por que isto é permitido? Será que eu não tenho que analisar a vida, minhas atitudes e vigiar meus pensamentos e sentimentos?

Qual a minha parcela de responsabilidade, ou culpa na desarmonia em minha vida e com as pessoas que convivem comigo? Se eu fizer a minha parte e cada um fizer a sua, conseguiremos nos harmonizar com a “Lei maior” e consequentemente sermos mais felizes.

Se todos procurassem se conhecer e se preocupassem em se tornar um ser melhor, com certeza a vida seria melhor, já que nós somos os donos de nosso destino, nós que fazemos pelo “livre arbítrio” as escolhas que consideramos ser as melhores e este é na verdade o único patrimônio que temos nesta vida, escolhermos o caminho a seguir e que é respeitado pela natureza e onde Deus não interfere, por isso, todo o cuidado é pouco e a responsabilidade imensa.

Abaixo segue uma verdadeira oração de conscientização, não apenas mais um texto, conto ou algo parecido, mas a definição real de cada ser e do verdadeiro amor ao próximo pela paz, equilíbrio, harmonia, perdão, justiça, concórdia e de reconhecimento de nossa condição e atos, que se for lida constantemente será capaz de proporcionar a “UNIÃO” consigo mesmo e com todos, por cada um assumir a sua parcela de responsabilidade:


“Sou EU o culpado de tudo. Fui EU que plantei todo mal que resgato. Ninguém tem culpa do MEU desequilíbrio. Sou EU que me acostumei a ser fraco, sou EU que me acomodei com a fraqueza e esqueci que sou forte. Sou EU que colho o ódio, a mágoa, o rancor, o ciúme e planto assim mais desarmonia. Sou EU que insisto em me deixar levar pela desarmonia. Sou EU que insisto em permitir o caos e a revolta com a pessoa que convive comigo. Sou EU que insisto em somente ver falhas, sou EU que insisto em transferir toda minha culpa, para quem já tem suas próprias culpas para expiar. Sou EU que não sei compreender, sou EU que não sei enxergar, sou EU que não sei ensinar, sou EU que não sei me corrigir, sou EU que não sei aceitar. Sou EU que só sei transferir a revolta que tenho do meu ser, para a pessoa que convive comigo. Sou EU quem não ajuda, sou EU quem não entende, sou EU que só sei culpar. EU sou o culpado de tudo. Se EU não fosse o culpado, não sofria. Sou EU um ser imperfeito. Sou EU que só enxergo imperfeições. Não me compete ver a imperfeição da pessoa que convive comigo. Se não sei compreender e se não sei enxergar e se não sei ensinar, quem sou EU para cobrar e apontar? EU só tenho que ver que EU sou culpado na minha parte nessa desarmonia, a outra parte, compete, a quem convive comigo. Somente se EU me equilibrar, é que EU tenho condição de demonstrar com atitudes, e não com acusações. EU vivo neste mundo, porque boa coisa não fui. EU sofro, por que boa coisa não sou. EU quero ser bom. EU quer ser equilibrado. E não é ninguém que impede isto, sou EU o empecilho de tudo.

EU quero ser o meu melhor amigo, e não tenho que cobrar nada de ninguém. EU tenho somente que mudar a mim mesmo e a mais ninguém. Não posso jamais me deixar levar, pela soberbia e pela petulância de querer me intrometer, no foro íntimo, de quem já tem um tribunal para reajustar. EU peço perdão pelo meu desequilíbrio. EU peço perdão, porque me revoltei mais uma vez, não voltarei a me revoltar, com as injustiças que passo, por que não existe injustiça, para quem já passou a se conhecer. Se EU não me conhecesse, está bem, que EU continuasse agindo como inconsciente, e EU preciso a aprender a conviver com os inconscientes.

Perdão EU peço e perdão EU quero. EU sei que só receberei, se demonstrar, que compreendi que ninguém é culpado do sofrimento de ninguém, e enquanto EU achar um BODE EXPIATÓRIO para o meu sofrimento, mais sofrimento EU colherei. Por isso, evoco e peço a quem pode que se lembre de mim, porque entendo que sem ajuda nada sou. Quero vibrar harmonia, união, simplicidade e serenidade. EU agradeço e agradeço essa lapidação que me faz pagar o que não lembro, mas devo.

DEUS,
Peço que guarde e guie a minha cabeça e de quem convive comigo".

segunda-feira, 20 de julho de 2009

SER CAIÇARA: Um encontro comigo mesmo.


Este meu espaço é para expor minhas opiniões a respeito da vida de uma forma geral, através de experiências, conhecimentos e sensações.

A vida nada mais é do que a somatória de momentos e através deles vamos nos lapidando, vivendo e tirando nossas conclusões a respeito dela e estas experiências agregadas a educação dada pelos pais e a essência de cada um, é o que forma a personalidade que cada um tem.

Quando desta vida partimos levamos apenas o que realmente nos pertence, que são as emoções vividas, a lembrança dos amigos e os atos proferidos. Esta é a bagagem de cada um, única e solitária da mesma forma como aqui chegou.

Pela lei da sobrevivência ou por motivos diversos nos afastamos, na correria do dia-a-dia, do que realmente nos moldou ao longo da infância e juventude.

O molde é feito pelo local onde vivemos, pelos amigos que fizemos e pelas situações vividas nesta época.

Nasci em São José dos Campos e fui para Caraguá em 1.965 e lá morei até os meus 7 anos, quando retornei para começar a estudar em minha cidade natal, mas como meu pai tinha negócios em Caraguá, todos os finais de semana, feriados e férias o destino era sempre o mesmo.

Natural de São José e caiçara de coração vivenciei a perola do litoral em seu esplendor, onde jogava bolinha de gude na Avenida Anchieta em frente ao Hotel Jangada na rua que era de terra, empinava pipa, brincava de bangue-bangue, jogava futebol e brincava de queimada na praia, ia caminhando até a Martim e as vezes embrenhava as matas e caminhos difíceis para conseguir chegar até a praia da Tabatinga, entre tantas outras situações, e para provar minha autenticidade, a natureza ainda me fez presenciar in loco a catástrofe de 1.967.

Enquanto meu pai colaborava com o progresso da cidade como empresário, presidente do Caraguá Clube, secretário do turismo, membro da associação comercial entre outros, nós filhos íamos acompanhando-o e logo cedo começamos todos a trabalhar e não tivemos o prazer de curtir como desejávamos o que esta maravilhosa cidade nos proporcionava em oportunidades, mas o que deu para extrair foi o essencial: os caiçaras!

Os que na mesma época viveram são pessoas privilegiadas que acompanharam o crescimento da cidade e cresceram juntos, quer sejam caiçaras de natureza ou de coração, onde todos se conheciam, as amizades eram sinceras, um sabia da vida do outro mesmo não sendo próximas, as brincadeiras, as festas, as paqueras, a famosa praça com a fonte luminosa, a Lanchonete Estrela, a mureta do Adaly, o surf, a asa delta, os memoráveis jogos de vôlei na praia, o carnaval de rua, o Recanto Ana, o Fragatas, o Bateau e Castelinho, época que havia muitos planos, sonhos e esperanças, uma certa “ingenuidade”, as irracionais brigas na praça (não tem como deixar de citar) e muitas outras emoções.

Era a época dos Beatles, Led Zepelin, Pink Floyd, Supertramp, Barry White, Bee Gees, os embalos de sábado a noite, Tubarão, Inferno na torre, Nacional Kid, O dólar furado e assim vai... (acho que tô ficando velho...rs)

Quando o amigo Wilson Cardoso criou através do Orkut um meio para que “alguns caiçaras” desta época pudessem se reencontrar, não se imaginava que se tomariam as proporções que tomou e nem os efeitos que isso poderia fazer na vida de cada um.

Depois de várias adesões (e muitas ainda a serem feitas com o decorrer do tempo) foi agendado um encontro para reencontrar as pessoas daquela época dourada, aqueles que fizeram e fazem parte da vida de cada um, deixando a sua marca mesmo que involuntariamente.

Infelizmente, alguns de nossos amigos desta época já se foram para outro plano e outros tantos não puderam participar por motivos diversos como distância, compromissos inadiáveis, doença ou outros motivos quaisquer, mas que com certeza estiveram presentes de alguma forma.

Quando lá em cima disse que era "um encontro histórico comigo mesmo", talvez tenha dito a frase que cabe perfeitamente ao sentimento de cada um que lá esteve.

Por incrível que pareça fui ao encontro com a intenção em rever alguns amigos, mas o que aconteceu na realidade foi “reviver” uma história, emoções, lembranças que considerava impossível até então.

Cada olho no olho, cada abraço apertado, cada sorriso, me remeteu a uma experiência única, confirmei que os grandes amigos são aqueles que fazemos na infância e juventude, que viveu o mesmo lugar, as mesmas emoções, que fazem parte da nossa vida e do nosso ser, que são partículas de um todo que só estava na lembrança, mesmo que esta pessoa fosse um conhecido e que não tivesse um grande convívio. Os outros amigos que fazemos no decorrer da vida são importantes, mas não tem o mesmo significado, pois não viveram a mesma história e não influíram em nossa personalidade como os "antigos".

Com certeza todos que ali estavam, querendo ou não, fazem parte um do outro como que a união de cada um formasse um todo e este foi o resgate que senti em cada um dos presentes, por isso aquele gostinho delicioso de quero mais que cada um carregou consigo. Acredito que todos sentiram o mesmo, por isso a felicidade se fez presente em todos os momentos.

Para quem acredita que sentimetos negativos causam as doenças, com certeza esta dose de "remédio" que ingerimos neste encontro nos imunizará por muito tempo.

Por isso, agradeço a oportunidade e parabenizo cada um dos caiçaras por fazer a sua parte e materializar este dia inesquecível (18/07/2009).

Não existe uma frase que diz se a vida te virar as costas passe a mão na bunda dela? Então, se a vida é curta, "curta" bastante cada momento, diga enquanto é tempo que você ama uma pessoa e mostre também a sua coragem pedindo perdão e perdoando se for necessário. Viva intensamente como vivemos o nosso passado, mas agora de uma forma mais madura, consciente e positiva, ainda há tempo!

Para terminar não irei citar nenhum dos grupos ou artistas descritos acima, mas a letra mais adequada ao momento vivido e só poderia ser de "REI":

Quando eu estou aqui
Eu vivo esse momento lindo
Olhando pra você
E as mesmas emoções
Sentindo...

São tantas já vividas
São momentos
Que eu não me esqueci
Detalhes de uma vida
Histórias que eu contei aqui...

Amigos eu ganhei
Saudades eu senti partindo
E às vezes eu deixei
Você me ver chorar sorrindo...

Sei tudo que o amor
É capaz de me dar
Eu sei já sofri
Mas não deixo de amar
Se chorei ou se sorri
O importante
É que emoções eu vivi...

São tantas já vividas
São momentos
Que eu não me esqueci
Detalhes de uma vida
Histórias que eu contei aqui...

Mas eu estou aqui
Vivendo esse momento lindo
De frente pra você
E as emoções se repetindo
Em paz com a vida
E o que ela me trás
Na fé que me faz
Otimista demais
Se chorei ou se sorri
O importante
É que emoções eu vivi...

Se chorei ou se sorri
O importante
É que emoções eu vivi...


Um grande e carinhoso beijo no coração de todos os caiçaras!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Um mundo de repetições para analisarmos...

Gostaria que analisassem comigo a nossa trajetória neste mundo e depois cada um reflita sobre o assunto.

A nossa trajetória começa da união de uma gota d’água grossa tipo uma goma onde se concentram milhões de bichinhos ovalados e rabudos chamados de espermatozóides que correm feitos loucos através deste líquido seminal para encontrar com um ovo, onde os mais fortes e rápidos alcançam, mas que em 99% dos casos apenas o mais sortudo consegue penetrar e fecundá-lo.

Dentro de uma incubadeira vamos sendo formados cada um com as suas características genéticas, heranças dos pais, mas com suas identidades próprias, senão fosse assim todos os irmãos seriam iguais, pois são frutos de mesmas sementes.

Depois de todo processo de gestação e já todo definido, inclusive o sexo do individuo, chega a hora de vir ao mundo para continuar a sua trajetória agora do lado externo.

Não consigo lembrar o meu nascimento, mas como poderia se nem enxergava e se enxergasse não entenderia nada, pois me transformei num ser totalmente diferente num mundo completamente desconhecido, nem a definição da cor do olho tinha, não tinha noção de nada, socorro!!!

Nestas condições só nos resta dependermos em tudo de alguém que nos cuide, dê banho, mama, troque nossas fraldas, que nos cuide de uma forma geral.

Depois de passar por adaptações desconfortantes (dores de barriga, de ouvido, gengivas, etc.) começamos a ter um vago entendimento e reconhecer as coisas e pessoas. Ainda sem dentes, babando tentamos soltar a voz e pronunciar alguma coisa tipo guinchos, urros e sons do gênero até começarmos a querer repetir o que nos falavam e como verdadeiros gaguinhos começamos a falar “mama”, o que deixou nossas mães abobalhadas de felicidade, mas será que não era mamar ou até início de tentativa de falar qualquer coisa? Melhor deixar quieto...rs.

Fomos colocados no chão para brincar e começamos nossa tentativa de nos locomover e no maior esforço começamos a nos rastejar e à medida que ganhávamos força tivemos a grata satisfação de engatinhar, o que deu início a correria dentro de casa para evitar colocar o dedo na tomada, bater a cabeça (a esta altura com cabelo) na ponta da mesa e outros mais, lá se foi o sossego...rs

Com a ajuda de adultos e com maior entendimento começamos a andar e nossas alimentações já continham substâncias sólidas, tínhamos dentes, mas ainda com a danada fralda que era um show de horrores.

Muitas situações aconteceram e entramos na “porqueria”, aquela famosa fase dos porquês que haja paciência, quer saber até o que os pais não sabem!!! O entendimento do mundo através do que nossos pais, amigos, a midia em geral e as experiências vividas nos ensinavam fez com que tirássemos nossas conclusões formando assim o nosso entendimento e adequando-o à nossa personalidade.

Com a nossa personalidade formada e nosso dom seguimos nossos caminhos em experiências até encontrarmos alguém e com “aquela famosa goma” darmos início a uma nova vida que fará o mesmo percurso...

Será que esta repetição não mostra uma conexão com a nossa origem neste mundo e nossa evolução no sentido de ser a mesma situação de forma diferenciada por estarmos em outra época e num mundo modificado?

Será que não estamos seguindo o entendimento do mundo conforme os primitivos seres que definiram acontecimentos a seu ver como verdade já que não tinha quem os ensinasse e isso foi sendo repassado? O que explica chegarmos hoje a situação de violência e falecimento geral (físico, moral e financeiro), se o que fizemos foi dar continuidade ao que antigos atrasados concluíram? O que começa torto vai torto até o fim.

Será que não está na hora de reinventar o mundo? Rever os conceitos e mudarmos nossa forma de ser, proceder e deixar de herança uma nova era de sintonia com tudo e com todos?

O que nunca nossos ancestrais nos definiram foi de onde viemos, como e porque, e para onde vamos, como e porque, quem somos? Nunca nos foi explicado o porque somos originados de uma gota d’água condenados a morte, pois estamos aqui de passagem e o motivo de estarmos de passagem?

Somos feitos iguais a outro animal qualquer, mas com a diferença por termos a condição de raciocinar, mas de verdade todos vivemos por termos vida, mas desconhecemos a razão da vida, olhamos para tudo ao redor e de nada sabemos a origem e nem o porque, muito menos e pior ainda sobre nós mesmos.

Será que com bilhões de anos de repetições não iremos aprender nunca?

quarta-feira, 15 de julho de 2009

O que eu pensava quando tinha entre 7 e 8 anos de idade.

Não irei contar a história da minha vida, mas como um bom capricorniano com ascendente em peixes, sempre fui um tanto maduro para cada fase da minha vida, soma-se a isso estar sempre perto de senhores ouvindo histórias da vida, uma educação rigorosa e início ao trabalho aos 12 anos, posso dizer que as responsabilidades começaram muito cedo. (abro um parêntese aqui para dizer que este não é um relato do Michael Jackson...rs).

Apesar de ser criança e até mais jovem que alguns de meus amigos na época, muitos vinham a mim pedir conselhos e querer saber o que eu achava sobre um determinado assunto ou a respeito da decisão por parte deles em suas vidas (abro outro para dizer que nunca me senti melhor que ninguém, mas é que as coisas aconteciam naturalmente, simplesmente sempre procurei usar o bom senso).

Lembro como se fosse hoje, com idade entre 7 e 8 anos eu morava em Caraguatatuba litoral norte de São Paulo, onde meus pais tinham um hotel e na avenida bem em frente a ele havia uma valeta onde juntava água de esgoto com água da chuva, separando as duas vias da avenida e que a criançada brincava de pular de um lado ao outro, muitos não conseguiam e acabavam no meio da “mistura”, alguns deixavam peles de joelho como souvenir nesta brincadeira, sem falar que a noite íamos pegar rãs, enfim, era um local especial...rs.
Este relato é para deixar bem explicado onde fiz várias reflexões na vida, as minhas meditações.

Numa tarde, no único espaço concretado desta valeta sentado ao lado de um poste, sozinho, com a idade entre 7 e 8 anos, comecei a questionar sobre algumas coisas sobre a vida como:
1- Por que existe este mundo? Por que eu existo? Por que todos existem?
2- Qual foi a intenção de Deus em fazer este mundo, a mim e a todos que aqui existem?
3- Antes disto existir o que era? Qual a origem de tudo e de todos?
4- Se eu aqui não estivesse onde eu estaria?
5- Por que ele fez um diferente do outro?
6- Por que uns são abastados, outros remediados e outros miseráveis?
7- Por que uns tem saúde, outros com a mesma debilitada e outros defeituosos?
8- Se ele é PAI de todos por que ele privilegia uns e castiga outros?
9- Por que o mesmo acontece com a natureza deste mundo, onde em cada lugar é diferente do outro e uns também são ricos e outros também são miseráveis, desertos?
10- Além de tudo ainda criou a pulga, a barata, o pernilongo, os insetos em geral pra que? Só para atormentar e transmitir doenças? E as bactérias, vírus e afins?
11- Se nada disso existia e ele fabricou o mundo e as pessoas, qual foi o intuito? Criar uma historinha para sua diversão? Privilegiou uns e outros não para analisar como seria o nosso comportamento? Ele quis fazer experiências conosco? Qual a razão? Pelo que me falaram se eu andasse certo e fizesse o bem iria para o Céu e se fosse o contrário iria para o Inferno, pra que? Por que fez todos condenados a morte? E as injustiças? Seria Deus um sádico? Por que fez tudo, não deixou explicações e caiu fora? Será que se arrependeu do que fez? Mas sempre acreditei que ELE era perfeito, a inteligência maior, puro, limpo e sabia de tudo. Por que então fazer experiências e deixar inocentes sofrendo? Ele fez tudo ao seu feitio, então concluo que ele é imperfeito?

Muitas histórias sobre a criação e a vida nunca me satisfizeram, aceitei por falta de outra melhor, mas sempre busquei o saber que me definisse todas estas perguntas e me explicasse muitas outras.

Hoje consigo entender o porquê das religiões, das seitas, das doutrinas, das filosofias, do ateísmo, das guerras, da ciência e tudo mais que existe e entendo o porquê da diversidade e da necessidade de cada um. Entendo como são as pessoas e o porquê das suas atitudes, as diferenças, de todo o histórico deste mundo, entendo quem é Deus, entendo por que sou como sou e entendo o que tenho que fazer da minha vida.

Isso faz com que eu não seja um revoltado, mas descubro a cada dia o porquê de tudo e de todos, reconheço algumas das inúmeras falhas e defeitos que tenho e outras ainda descobrirei com a continuidade do entendimento. Isso faz com que eu não seja contra nada e contra ninguém e que tenho que respeitar a tudo e a todos e que cada um segue uma estrada para um determinado ponto em comum, diferenciando esta em distância e qualidade da mesma, o que faz cada um ter o seu tempo e o seu trajeto necessário.

O entendimento evolui para a compreensão e da compreensão para a perfeição.

Entendo que com ELE tudo sou e sem ELE nada sou, que sou um ser imperfeito e cheio de defeitos, mas que já fui puro, limpo e perfeito!

terça-feira, 14 de julho de 2009

Crise mundial, uma providência divina.

A crise pode ser definida como uma fase de perda, ou de mudança a nível biológico, psicológico ou social.

A evolução da crise pode ser benéfica ou maléfica, dependendo de fatores que podem ser tanto externos, como internos. Toda a crise conduz necessariamente a um aumento da vulnerabilidade, mas nem toda a crise é necessariamente um momento de risco, mas uma oportunidade de crescimento. A evolução favorável de uma crise conduz a um crescimento, à criação de novos equilíbrios, ao reforço da pessoa e da sua capacidade de reação a situações menos agradáveis.

A crise mundial que estamos vivenciando nada mais é do que mais uma oportunidade que Deus nos dá para que acordemos e tenhamos tempo de corrigir nossos abusos e mudar o nosso procedimento.

O homem é um parasita monstruoso que de tudo extrai da natureza e nada da em troca desde que aqui surgiu, fruto da inconsciência e ainda se considera “superior” a tudo e a todos. Como pode um “superior” depender de um “inferior”?

Como pode um animal racional que se diferencia de um animal irracional por ter condições de raciocinar, mas muitas vezes tem atitudes piores que os irracionais, verdadeiros bichos? Simplesmente por que não sabe o que é raciocínio, pois se soubesse assim não agiria. Confunde pensamento com raciocínio.

Por tudo fazer confusão, pelo desconhecimento do seu ser, é que nunca se mediu as conseqüências dos atos, apenas seguiu-se no embalo e hoje estamos sofrendo as conseqüências de nossas ações.

A inconsciência e a insanidade fizeram com que cometessemos estes atos como se fossemos dono de tudo o que já existia quando aqui nascemos julgando-nos superiores e passando por cima de quem tudo isso preparou para nos receber em perfeito equilíbrio. Não satisfeitos, o homens petulantes e arrogantes foram fazendo tudo ao seu feitio e o resultado é o trabalho das dessas mãos ao longo do tempo e assim continua e em todos os setores.

Com o progresso que estávamos vivenciando gerou-se uma velocidade de devastação cada vez maior de recursos naturais, ao mesmo tempo em que poluímos em níveis alarmantes o meio ambiente. Com o uso de recursos impostos ao nosso planeta, daqui uma década, aproximadamente, estaríamos vivendo uma situação absurda. Precisaríamos de duas Terras para atender a todas as nossas necessidades. Como isso é impossível, se não mudarmos rapidamente nossos hábitos e costumes sofreremos perdas consideráveis e irrecuperáveis em nossa qualidade de vida.

Muitas espécies já desapareceram, outras estão desaparecendo ou continuarão a desaparecer. Estamos promovendo uma extinção em massa sem precedentes na natureza com o papel de um dos principais protagonistas desta destruição. Nos últimos trinta e cinco anos devastamos e matamos mais espécies que nos três séculos anteriores. O homem está conseguindo produzir um extermínio maior que o asteróide que dizimou os dinossauros há 65 milhões de anos.

Estamos vivendo o limiar de uma história de gastança e desperdício, estando muito próximos de um colapso ambiental com todas as suas conseqüências para todos nós e para as gerações futuras.

O “dono” nos deu mais uma chance de sobrevida, para nos conscientizarmos e mostrar que este mundo tem um dono que deve ser respeitado e seguirmos daqui para frente de forma responsável.

Sinto pelos cegos de olhos abertos que ainda não conseguiram enxergar isto e que só pensam em sair desta visando apenas os frutos da ganância e ambição e que consideram este texto mais uma baboseira!

O homem (sexo masculino) e sua insignificância nos dias de hoje.

Veja abaixo a notícia que foi veiculada no dia 08/07/2009:

“A equipe da Universidade de Newcastle e do Instituto de Células Estaminais do Nordeste de Inglaterra, chefiada pelo Professor Karim Nayernia, desenvolveu uma nova técnica que permite fabricar esperma humano em laboratório, a partir de células estaminais embrionárias portadoras dos cromossomos XY (masculino).

Este esperma produzido em laboratório não será utilizado para a fecundação do óvulo, o que a lei não autoriza. Estes cientistas esperam, contudo, que a legislação evolua de forma suficientemente rápida para que esta técnica seja, a prazo, validada como tratamento contra a infertilidade masculina”.

Em uma nova postagem falo sobre a evolução da ciência e das descobertas, mas nesta quero dizer que o homem (sexo masculino) está cada vez mais se transformando em uma peça de decoração de antiquário.

O papel do homem sempre foi de proteger, sustentar, comandar, prover, ser pai, etc.

A cada dia suas funções por “n” motivos estão ficando ultrapassadas com uma velocidade tal que muitos estão se sentindo perdidos, o que gera alguns distúrbios sexuais e mentais no pobre coitado, figura tão frágil...snif.

A mulher a cada dia conquista novas e importantes posições na sociedade e o inverso acontece com o pobre do homem, isto as torna mais independentes e provedoras de si mesmas e até da família.

O homem é forte? Existem academias e dentro delas a formação de supermulheres mais fortes que muitos homens.

Além de ter mais mulheres que homens no mundo, a expectativa de vida das mulheres é superior a dos homens, então se presume que o homem não tem vez, ou cada vez menos... As mulheres são mais resistentes a dor e sua resistência é maior, o que proporciona uma vida mais longa.

Casar? Pra que? Ter um cara querendo dividir minha vida, querendo me comandar? Está bom assim, viajo quando quero e para onde quero, sou tão superior que posso ter como par, se assim desejar outra mulher, pra que homem??? Até apetrechos eróticos existem aos montes em cores, dimensões, etc.

Foi descoberta a inseminação artificial e se uma mulher quiser ter filho não precisa de um homem, apenas ir a um banco de esperma e escolher o perfil que mais agrada e tê-lo sem tocar no “individuo”.

Mas até então tínhamos algo que não teria como substituir: o sêmen, então um fio ainda nos mantinha útil e indispensável!!! Hahahaha!!!

E o que aparece? A fabricação de esperma... Não!!!

O homem já não vale mais porra nenhuma!!!

É claro que a sociedade ainda não vive desta forma, mas da maneira que as coisas estão seguindo é o quadro que se apresenta e o “coitado”, incompreendido e muitas vezes chamado de “sem vergonha” em virtude de sua natureza ou instinto de perpetuação de espécie se vê sem saída.

Pois é, para os querem continuar sendo homens inventaram bonecas quase perfeitas para satisfazer os seus instintos e os que nem isso quiser partirão para ver o mundo mais “colorido”.

Vou virar psicólogo e ficar rico!!! O que não faltará serão homens carentes, com baixa estima, ansiosos, violentos, depressivos, sem direção, gostos bizarros, com disfunção erétil, inúmeras síndromes e sintomas esquisitos... rs.

Na realidade esta é uma brincadeira, mas como toda brincadeira tem um fundo de verdade... É lógico que a grande maioria das mulheres, assim como os homens procuram um grande amor, casarem, constituírem uma família e serem felizes para sempre. Ninguém fora do natural pode ser feliz!

Enquanto não houver entendimento da vida, compreensão, respeito e limites a vida seguirá este rumo, isto analisando somente o relacionamento homem-mulher, sem falar das discordâncias em todos os setores da vida.

Não estamos neste mundo para medir forças, não somos inimigos uns dos outros, mas somos partículas de um TODO, apenas estamos aqui prisioneiros dentro de um labirinto em um barco de escravos, sem rumo, seguindo a maré das experiências no oceano da ignorância.

Na verdade precisamos conhecer uns aos outros, respeitar e aprender a conviver com as diferenças e saber que na vida tudo tem suas fases e que enquanto um se considerar melhor que do o outro, enquanto os gostos e as vontades dominarem, enquanto formos seres insaciáveis, enquanto não houver o equilíbrio, enquanto dermos importância que a matéria não tem, não haverá a harmonia, mas sim uma guerra onde todos continuaremos sendo guerreiros vencidos.

Quero deixar bem claro que não sou contra a ciência, contra nada, nem contra ninguém, pois tudo faz parte do processo evolutivo.

Respeito a tudo e a todos!

A "Saudade" como uma forma de religião.

Neste mundo existem várias religiões e todas com os seus adeptos, mas existem algumas “religiões” que são comuns a todas e a “saudade” é uma delas.

Vamos descrever as definições das palavras “religião” e “saudade” e analise se tem fundamento...

- “Religião” deriva do termo latino "Re-Ligare", que significa "religação" com o divino. Essa definição engloba necessariamente qualquer forma de aspecto místico e religioso, abrangendo seitas, mitologias e quaisquer outras doutrinas ou formas de pensamento que tenham como característica fundamental um conteúdo Metafísico, ou seja, de além do mundo físico.

Não há registro em qualquer estudo por parte da História, Antropologia, Sociologia ou qualquer outra "ciência" social, de um grupamento humano em qualquer época que não tenha professado algum tipo de crença religiosa. As religiões são então um fenômeno inerente a cultura humana, assim como as artes e técnicas.

- "Saudade" é uma das palavras mais presentes na poesia de amor da língua portuguesa e também na música popular, "saudade", só conhecida em galego-português, descreve a mistura dos sentimentos de perda, distância e amor. A palavra vem do latim "solitas, solitatis" (solidão), na forma arcaica de "soedade, soidade e suidade" e sob influência de "saúde" e "saudar".

A “saudade” é um sentimento que temos pelos lugares, pessoas, épocas, situações, etc.

Este sentimento é uma “religião”, pois significa "religar" de alguma forma a algo, assim como uma crença, mas acredito que as crenças somente existam por que o homem tem o “vínculo” com o “divino”, o que nunca se apagou, nem nunca se apagará, pois esta faz parte do "saudoso" “EU” e é ela que nos alimenta em nossa busca da nossa origem.

Todos os seres humanos nascem com um senso inato de valores pessoais positivos e negativos. Somos atraídos por valores pessoais positivos tais como justiça, honestidade, verdade, beleza, humor, vigor, poder, ordem. Da mesma forma, somos repelidos por injustiça, morbidez, feiúra, fraqueza, falsidade, engano, caos etc.

Por exemplo, a beleza que está associada com o engano se torna repulsiva. A justiça associada com a crueldade é repulsiva. Esta capacidade inata de sentir atração ou repulsão é o fundamento da moralidade, em outras palavras, sentimentos bem entendidos formam a capacidade interior com a qual nascemos para chegar ao que pensamos ser bom ou mau e certo ou errado.

Estes valores entre outros são necessários para que haja uma “certa ordem”, para que haja uma organização, ou por incrível que pareça certo equilíbrio (lembrando que neste mundo tudo é dual, positivo e negativo).

Imagine canalizar a ganância, a ambição, a teimosia (persistência) entre outros para sermos pessoas melhores!!!

Acredito que outros tipos de sentimentos são os vínculos que ainda temos e suas perdas seriam uma catástrofe para a humanidade. O que ocorre na realidade, como tudo nesta vida de transformações é que eles adormeceram e se adaptaram ao dia-a-dia das pessoas e a “saudade” apesar de ser um sentimento muito forte para os nossos parâmetros atuais de interpretações, são apenas resquícios de uma coisa muito maior e significativa. Podemos chamar de sentimentos divinos degenerados, enfraquecidos.

Os outros sentimentos inerentes ao ser humano tem o mesmo valor, mas não a mesma intensidade, pois é o único que junto ao “amor” tem significado “divino”.

A “saudade” é a sensação implícita e a mola propulsora de nos “religarmos” a origem, de nos reencontrarmos.